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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Os Corações Humanos

Quero aqui fazer um elogio aos corações humanos.
Os corações humanos são feitos de carne, são um músculo como o de todos os animais... mas são mais resistentes.
Os corações humanos batem mais rápido quando sentem o amor, apertam-se quando estão agoniados, partem-se quando são magoados... e regeneram-se, e voltam a bater mais rápido, e voltam a apertar-se, e voltam a partir-se....
Assim são os corações humanos, sempre a partir-se, sempre a colar-se, sempre a acreditar que amanhã é melhor, que já se colaram os bocadinhos desfeitos, que nunca mais se vão partir... e partem-se outra vez.
São assim mesmo. Corações cheios de fé, sem maldade, portadores da maior das riquezas, portadores do amor que os cega, que os faz bater mais forte, que os oprime, que os parte, que os faz renascer, crentes que o seu amor é para sempre...
Estes corações, como o meu, que resistem e que às vezes até desejam não bater nunca mais, que não querem nunca ser magoados, ou que querem bater muito rápido para sempre, são os corações que ainda acreditam que, por milagre, tudo o que ouviram seja diferente, tudo o que viram se apague, que toda a dor que sentem nunca tenha existido. São estes os corações dispostos a recomeçar, a perdoar e a esquecer que um dia alguém os partiu.
Por isso os elogio, a todos e especialmente ao meu. Quem tem um coração assim nunca, mas nunca, deveria permitir que o partissem.

Para todos os corações partidos fica esta música que acho linda e enquadra-se que nem um novo amor num coração partido.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Palavras...leva-as o vento!

Hoje, temos banda sonora. Esta música é dedicada a mim hoje. Acreditei em promessas, em palavras, sem serem precisas acções.
Mas as palavras não conseguem sempre mostrar-nos o que vai na alma da outra pessoa e eu gastei as minhas em quem não as merece.
Procurei conforto nas tuas palavras, acreditei nas mentiras que os meus ouvidos ouviam, que o meu coração já sabia mas não queria saber... ou achas que nunca percebi que sou o teu brinquedo a quem julgas que mentes e que acredita em tudo o que dizes? Julgas que nunca percebi que a cada momento, mentias, a mim, a ti mesmo.
Fingi a cada momento que acreditava, porque o meu coração abafou-me a razão, porque queria que fosse verdade.
Jurei mil vezes a mim mesma que nunca mais tomaria como verdadeiras as tuas palavras.
Gastei a minha fé em ti, até que um dia te perguntei se podia acreditar em ti. Mentiste que sim.
Tentei acreditar mais uma vez, querendo do fundo do coração que desta, e só desta vez, fosse verdade... e foi assim... a última vez que permiti que me mentisses.
Para ti, para mim, para o nós que nunca existiu:



sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Música II

A acompanhar o momento de coração partido, fica esta música que adoro e que encaixa perfeitamente em mim hoje.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Estranha Forma de Vida

Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade
Que todos os ais são meus
Que é toda minha a saudade
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
Tem este meu coração
Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente
Coração que não comando
Vives perdido entre a gente
Teimosamente sangrando
Coração independente.

Eu não te acompanho mais
Pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais
Porque teimas em correr
Eu não te acompanho mais.

Se não sabes onde vais
Pára, deixa de bater
Que eu não te acompanho mais.


Escrito por Alfredo Marceneiro, Amália cantava-o, agora todos cantam. É um dos fados mais lindos que conheço e que descreve perfeitamente como me sinto hoje.

Aqui fica também o vídeo. Até faz arrepiar.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Música I

Não são só os livros e o amor que nos marcam. As músicas também. Agora que estão na berra os 30 anos de carreira, não posso deixar de lembrar-me as tardes passadas com o meu primo mais velho a ouvir Xutos & Pontapés e U2. Acho mesmo que foi ele que me pegou o gosto por estas músicas que acompanharam e ainda acompanham gerações, sempre com a mesma energia. Maria, A Minha Casinha e Contentores são músicas da minha infância.
Contentores é aquela especial, que ainda não me cansei de ouvir.
Aqui fica, para recordar.